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O AUTISMO

O QUE É

Toda tentativa de definição do autismo tem início na primeira descrição dada pelo Dr. Leo Kanner em 1943 no artigo intitulado: "Distúrbios autísticos do contato afetivo". Eram chamadas autistas as crianças que apresentavam inaptidão para estabelecer relações normais com o outro e um atraso na aquisição da linguagem e comunicação. Essas crianças apresentavam igualmente estereotipias gestuais, ainda que dessem provas de uma memória frequentemente notável. Houve uma evolução nos conceitos e teorias relacionados ao autismo. Há mais de 20 anos, os especialistas da área concluíram que autismo não se trata de distúrbio do contato afetivo, e sim de disturbio do desenvolvimento.
Em 1976 vários cientistas e estudiosos do tema se reuniram e criaram uma definição inicial baseada em dados científicos da época.
Essa definição circulou para apreciação e parecer de outros especialistas do mundo inteiro que trabalham e atuam nesta área. Com estes dados se formulou, mais tarde, uma definição ampliada, atualizada, finalmente apresentada e aceita, a qual apresentaremos a seguir.
É importante dizer que esta definição está calcada em estudos e evidências científicas que obviamente evoluirão com novas descobertas e que teorias, por definição, são descartáveis assim que outras melhores surgirem. (E. Christian Gauderer- 1993).
"Autismo é uma inadequacidade no desenvolvimento que se manifesta de maneira grave, durante toda a vida. É incapacitante e seus sintomas aparecem tipicamente nos três primeiros anos de vida. Acomete cerca de cinco entre cada dez mil nascidos e é quatro vezes mais comum entre os meninos. É uma enfermidade encontrada em todo o mundo e em famílias de toda configuração racial, étnica e social. ( The National Society for Autistic Children, USA-1978).

QUAIS AS CARACTERÍSTICAS E SINTOMAS

A Organização Mundial de Saúde define que Autismo está presente desde o nascimento e se manifesta invariavelmente antes dos 30 meses de idade, caracterizando-se por respostas anormais a estímulos auditivos e visuais e por problemas graves quanto à compreensão da linguagem falada. A fala custa a aparecer e, quando isto acontece, nota-se ecolalia, uso inadequado dos pronomes, estrutura gramatical imatura e inabilidade em usar termos abstratos. Há também, em geral, incapacidade na interação social, tanto da linguagem verbal como da corporal. Podem ocorrer problemas de relacionamento social geralmente antes dos 5 anos de idade, como dificuldade de desenvolver contato olho a olho, interação social e jogos em grupo. O comportamento é usualmente ritualístico e agregado a rotinas, resistência a mudanças, ligação a objetos estranhos e um padrão de brincar estereotipado. A capacidade para pensamentos abstratos e simbólicos ou para jogos imaginativos fica diminuída. A inteligência varia de subnormal, normal e acima do normal. A execução é com freqüência melhor em tarefas que requerem memória simples ou habilidades viso-espaciais, em comparação àquelas que requerem capacidade simbólica ou lingüística. Dentro deste quadro sobressai o sintoma mais significativo que é a dificuldade em estabelecer relações produtivas com o mundo e com os outros, principalmente por causa da dificuldade de comunicação que estas pessoas apresentam.
Além destes aspectos, é frequente a criança com autismo apresentar uma série de outros sintomas não específicos, tais como: medo, fobias, perturbações de sono e de alimentação, risos e gargalhadas inadequadas, crises de choro ou extrema angústia, habilidades motoras fina e grossa desniveladas, hiperatividade física marcante ou extrema passividade e, mais raramente, crises de agressão.
A pessoa com autismo tem uma expectativa de vida normal. Uma reavaliação periódica é necessária para que possam ocorrer ajustes necessários quanto às suas necessidades, pois os sintomas oscilam e alguns até podem desaparecer com a idade.
É importante salientar que nem todos os sujeitos com autismo apresentam todos estes sintomas, bem como, geralmente ocorrem em diferentes intensidades, porém a maioria dos sintomas está presente na primeira infância.

QUAIS SÃO AS POSSÍVEIS CAUSAS

O autismo permanece como uma entidade psicopatológica polêmica, com categorizações diversas por parte da medicina e da psicanálise; ambas porém, coincidem em considerar a importância das falhas de linguagem para a presença desse quadro e a possibilidade de os automatismos neurobiológicos não estarem em seu devido lugar.
Por Alfredo Néstor Jerusalinsky, Revista Mente & Cérebro (Edição especial nº 2. Doenças do cérebro: autismo), 2010.

DIAGNÓSTICO

O diagnóstico de autismo é tarefa não muito simples nem fácil, já que para o autismo não existem exames específicos para detectá-lo. O diagnóstico é feito em exame clínico, observando os sintomas da criança e a anamnese relatada pelos responsáveis. Atualmente utiliza-se os critérios de avaliação que se encontram no DSM-IV ou CID-X. Quando o diagnóstico é feito na adolescência ou na idade adulta, o relatório fiel da família sobre os sintomas presentes na primeira infância é de extrema importância, uma vez que alguns sintomas mudam ou desaparecem com o tempo.

PANORAMA ATUAL

Estima-se que existam no Brasil pelo menos 100.000 pessoas com autismo. Considerando que cada indivíduo pertença a uma família de quatro membros, o problema atingiria cerca de 400.000 pessoas em nosso país. No Brasil o atendimento a esse indivíduo vem se realizando em centros privilegiados a cargos das associações de pais e outras iniciativas privadas, cujos custos são tais que inviabilizam o acesso da maioria da população afetada, caracterizando a insuficiência de recursos frente ao tamanho do problema, não garantindo portanto os direitos previstos na Constituição Federal. No momento atual, nota-se significativa evolução na abordagem das questões relacionadas às pessoas com deficiência. Já se reconhece as potencialidades desses cidadãos, bem como se respeita suas limitações. Posturas assistencialistas cedem lugar a propostas que visam a garantia dos direitos das pessoas com necessidades especiais. Especificamente para as pessoas com autismo, vários métodos de tratamento foram tentados, sem encontrar nenhum efetivo para todos os casos.

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