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PESSOAS COM AUTISMO

QUEM E COMO SÃO?

Pessoas com autismo, via de regra, são saudáveis e bonitos, fisicamente perfeitos e à primeira vista são confundidos com pessoas "normais", são geralmente sensíveis e às vezes bem carinhosos.
Eles tem características comuns mas peculiaridades bem diferentes uns dos outros, aliás, como qualquer pessoa, e nem são tão complicados quanto parecem ser.
É necessário que seus familiares e os profissionais que atuam com eles estejam atentos e sejam observadores para compreender o que muitas vezes eles nos mostram ou querem nos dizer.
As pessoas com autismo de modo geral precisam conviver em um espaço organizado e estruturado, favorecendo assim a previsibilidade do seu dia. É necessário que se respeite o seu ritmo e se compreenda suas necessidades.
Para as pessoas com autismo é difícil compreender o sentido das coisas. Se eles entram em crise ou são agressivos, não é porque gostam de ser assim, ou porque querem nos punir.
Precisamos entender e respeitar seus espaços e limitações. Muitas vezes as condutas alteradas são formas de enfrentar o mundo de acordo com sua forma especial de perceber as coisas.
Não podemos esquecer que as pessoas com autismo são, acima de tudo, crianças, adolescentes ou adultos e devemos, portanto, proporcionar-lhes diversão e tarefas compatíveis com cada fase.
As pessoas com autismos têm dificuldade em entender o sentido de muitas coisas, as intenções das pessoas, bem como a dificuldade em entender coisas complexas ou abstratas.
Se eles pudessem, com certeza nos diriam: "Aceita-me como sou. Não condiciones sua aceitação a que eu deixe de ser uma pessoa com autismo, eu posso ser seu amigo e podemos ser muito felizes juntos".

A FAMÍLIA

Durante muitos anos os pais eram acusados de terem causado esta patologia nos seus filhos e que eles necessitavam tanto de ajuda quanto os filhos ou até mais.
Com o passar do tempo, os especialistas verificaram que esta idéia não tinha fundamento e que alguns pais muitas vezes entendiam até mais do que o próprio técnico sobre esta problemática e passaram a ser convocados como auxiliares na ajuda de seus filhos.
Hoje em dia existe uma postura de cumplicidade e cooperação mútua entre pais e especialistas. Em outras palavras, prevaleceu o bom senso. É fato que o surgimento de um distúrbio grave, como é o caso do autismo, num membro da família, altera a dinâmica familiar. Portanto, faz-se necessária a avaliação psicodinâmica dos mesmos que visa:
- Orientar as famílias para que estas ajudem seus filhos com autismo;
- Oferecer ajuda terapêutica quando se detectar a disfunção da dinâmica familiar;
- Esclarecer sobre o diagnóstico e prognóstico e trabalhar seus conflitos;
- Enfim : "Preservar a funcionalidade da família".

 

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